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Tempo

 

Tempo

Elias José

 

Passou o tempo de roubar amoras,
mangas, goiabas e mexericas
no quintal dos vizinhos.

Passou o tempo de sonhar vitórias,
com sorriso de campeão
de futebol, basquete ou corrida de carro.

Passou o tempo de empinar pipas
e dar asas aos olhos e ao corpo
para soltar-me no espaço com elas.

Passou o tempo de não ter vergonha

de ser rei dos castelos de areia
ou de esconder tesouros de figurinhas,
bolinhas de gude e pedras preciosas.

Passou o tempo de caçar briga,
chamar pro braço ou xingar a mãe
e a raça toda do amigo-inimigo.

Chegou o tempo de sonhar com a noite

na cidade, com todas as luzes e sons

que ainda amedrontam quando chamam.

 

Chegou o tempo de brigar com o mundo,

sentir sufoco, calor nas mãos

e asas nos pés que querem sumir,

sair de casa e ganhar o mundo.

 

Chegou o tempo de pensar em namoradas

e sonhar com corpos e beijos

que vivem mais nos poemas que no real.

 Extraído do livro Cantigas de adolescer

 

Seiscentos e sessenta e seis

Mário Quintana

 A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem – um dia – uma  outra  oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente ...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

Extraído do livro Nariz de vidro/ Mário Quintana -  São Paulo: Editora Moderna, 2003, p. 48.

 

Tributo ao Tempo

Dizem que a vida é curta, mas não é verdade. A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades. E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança traquina brincando de esconde-esconde. Infelizmente, às vezes, não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando nãos: a viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa à qual não fomos, o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos. A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador, quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria! E como ela é feita de instantes, não pode e nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos. Esta mensagem é um (...) tributo ao tempo. Tanto àquele tempo que você soube aproveitar no passado quanto àquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro. Porque a vida é agora! (...)

Texto publicitário publicado na revista Veja, edição 1821 (24/09/2003, página 57)

Disponível em: http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx

 

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