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Citações

 

Apresentamos frases, textos e trechos de obras de autores que nos inspiram. 

Ressaltamos a importância do respeito à autoria.

 

Das utopias

Mário Quintana

Se as coisas são inatingíveis...ora!

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos, se não fora

A presença distante das estrelas!

Extraído do livro Antologia poética/ Mário Quintana - Porto Alegre: L&PM, 1997, p.36.

 

O sonho

Carlos Drummond de Andrade

Sonhar é acordar-se para dentro.

Extraído do livro Lili inventa o mundo/ Carlos Drummond de Andrade - São Paulo: Gaudí Editorial, 2013, p.22.

 

Procura da poesia

Carlos Drummond de Andrade

"Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.

(...)

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.

(...)

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

(...)"

Extraído do livro A rosa do povo / Carlos Drummond de Andrade - São Paulo: Record, 2000, p.12.

 

Se eu fosse um padre

Mário Quintana


Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

Texto extraído do livro Nova Antologia Poética - São Paulo, Editora Globo, 1998, p.105.

 

 "Não morre aquele

que deixou na terra

a melodia de seu cântico

na música de seus versos."

Cora coralina - Trecho do poema Meu Epitáfio/ Meu livro de cordel - São Paulo: Global, 2013, p.106. 

"Luta, a palavra vibrante

que levanta os fracos

e determina os fortes."

Cora coralina - Trecho do poema Cora Coralina, quem é você?/ Meu livro de cordel - São Paulo: Global, 2013, p.85. 

 

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de

si mesmo.

Martha Medeiros, na crônica A morte devagar, publicada no livro Felicidade crônica - Porto Alegre,

L&PM, 2014. 

 

Processo

José Saramago

As palavras mais simples, mais comuns,
As de trazer por casa e dar de troco,
Em língua doutro mundo se convertem:
Basta que, de sol, os olhos do poeta,
Rasando, as iluminem.

 Poema extraído do livro Os poemas possíveis, Alfragide/ Portugal: Editorial Caminho, 1997

 

O poeta não gosta de palavras

escreve para se ver livre delas.

Trecho do poema O poeta, de Mia Couto, no livro Idades Cidades Divindades, Lisboa, Caminho, 2007.

 

O menino que carregava água na peneira

Manoel de Barros

Tenho um livro sobre águas e meninos.

Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

 

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.

 

A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.

 

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.

 

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.

 

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.

 

Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.

 

No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.

 

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

 

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.

 

A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

 

Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!

Extraído do livro Exercícios de ser criança

Aprecie vídeo com poemas de Manoel de Barros

 

Tudo vale a pena 

Se a alma não é pequena.

Fernando Pessoa, em: Mar Português

 

Tabacaria

Álvaro de Campos

 

Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(...).

Álvaro de Campos (Heterônimo de Fernando Pessoa), em Poesia, Assírio e Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002.

 

Autopsicografia

Fernando Pessoa

 

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.

Extraído do livro  Fernando Pessoa - Obra Poética- Rio de Janeiro: Cia. José Aguilar , 1972, p. 164.

 

Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. 

Álvaro de Campos (Heterônimo de Fernando Pessoa), em Poesia, Assírio e Alvim, ed. Teresa Rita Lopes, 2002.

 

 

O meu olhar

 

O meu olhar é nítido como um girassol.

Tenho o costume de andar pelas estradas

Olhando para a direita e para a esquerda,

E de vez em quando olhando para trás...

E o que vejo a cada momento

É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem...

Sei ter o pasmo essencial

Que tem uma criança se, ao nascer,

Reparasse que nascera deveras...

Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do Mundo...

(...)                                                                                                 

 Fernando Pessoa,  como Alberto Caeiro, em O Guardador de Rebanhos, 1914.

 Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/

 

 

(...) de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez

o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar,

já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. (...).

 Trecho da crônica Vista cansada, de Otto Lara Resende,  publicada no jornal

“Folha de S. Paulo”,edição de 23 de fevereiro de 1992.

Texto integral disponível em: http://www.releituras.com 

 

O livro... me fascina.(...). Porque o livro, é a bússola que há de orientar o homem no porvir (...).


Carolina Maria de Jesus, em Meu estranho diário. São Paulo: Xamã, 1996, p. 167

 

Primavera

Cecília Meireles 

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário,

nem possua jardim para recebê-la. (...)

Trecho extraído do livro Cecília Meireles - Obra em Prosa - Vol.1. Rio de Janeiro: Nova Fronteira ,

1998, p. 366.

 

"A primavera é a estação dos risos,(...)."

Casimiro de Abreu, em As Primaveras.  

 

 Retrato

Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje, 
assim calmo, assim triste, assim magro, 
nem estes olhos tão vazios, 
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração 
que nem se mostra. 

Eu não dei por esta mudança, 
tão simples, tão certa, tão fácil: 
- Em que espelho ficou perdida 
a minha face?

Extraído do livro Cecília Meireles- Antologia Poética. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

  

Risos

Casimiro de Abreu

Ri, criança, a vida é curta,

O sonho dura um instante.(...).

Trecho de poema publicado no livro As Primaveras  

 

Os poemas

Mário Quintana

  
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti... 

Extraído do livro Nariz de  vidro/ Mário Quintana -  São Paulo: Editora Moderna, 2003, p. 19.

 

Bilhete 

Mário Quintana


Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...  

Extraído do livro Nariz de vidro/ Mário Quintana -  São Paulo: Editora Moderna, 2003, p. 21.

 

O adolescente 

Mário Quintana 

A vida é tão bela que chega a dar medo. 

Não o medo que paralisa e gela,
estátua súbita.
mas 

esse medo fascinante e fremente de curiosidades que faz
o jovem felino seguir para frente farejando o vento
ao sair, a primeira vez, da gruta. 

Medo que ofusca: luz! 

Cumplicemente,
as folhas contam-te um segredo
velho como o mundo: 

Adolescente, olha! A vida é nova...
A vida é nova e anda nua
- vestida apenas com teu desejo! 

Extraído do livro Nariz de vidro/ Mário Quintana -  São Paulo: Moderna, 2003, p. 8

 

Seiscentos e sessenta e seis

Mário Quintana

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem – um dia – uma  outra  oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente ...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

Extraído do livro Nariz de vidro/ Mário Quintana -  São Paulo: Editora Moderna, 2003, p. 48.

  

Mãe

Mário Quintana 

 

Mãe! são três letras apenas 

As desse nome bendito: 

Três letrinhas, nada mais... 

E nelas cabe o infinito. 

E palavra tão pequena 

- confessam mesmo os ateus - 

É do tamanho do céu! 

E apenas menor que Deus... 

Extraído do livro Lili inventa o mundo/ Mário Quintana - São Paulo: Gaudí Editorial, 2013, p.15.

 

Se as coisas fossem mães

Sylvia Orthof

 

Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas,

o céu seria sua casa, casa das estrelas belas.

Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos,
o mar seria um jardim e os barcos seus caminhos.

Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas,
conversaria com a Lua sobre as crianças estrelas,
falaria de receitas, pastéis de vento, quindins,
emprestaria a cozinha pra Lua fazer pudins.

Se a terra fosse mãe, seria mãe das sementes,
pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.

Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria,
toda mãe é um pouco fada... Nossa mãe fada seria.

Se uma bruxa fosse mãe, seria mamãe gozada:
seria a mãe das vassouras, da Família Vassourada!

Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida,
faria chá e remédio para as doenças da vida.

Se a mesa fosse mãe,

as filhas, sendo cadeiras,

sentariam comportadas,

teriam “boas maneiras”.


Cada mãe é diferente: mãe verdadeira, ou postiça,

mãe vovó e mãe titia, Maria, Filó, Francisca,

Gertrudes, Malvina, Alice, toda mãe é como eu disse.



Dona Mamãe ralha e beija,

erra, acerta, arruma a mesa,

cozinha, escreve, trabalha fora,

ri, esquece, lembra e chora,

traz remédio e sobremesa...

tem até pai que é “tipo mãe”...

Esse, então, é uma beleza! 

Extraído do livro Se as coisas fossem mães/ Sylvia Orthof - Ed. Singular, 2009

 

Para Sempre

Carlos Drummond de Andrade 

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Extraído do livro Alguma poesia

 

As mãos de meu pai

Mário Quintana

As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis 
sobre um fundo de manchas já cor de terra 
— como são belas as tuas mãos  
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram da
                                            [nobre cólera dos justos... 
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai, essa

                  [beleza que se chama simplesmente vida. 
E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços

                                                  [da tua cadeira predileta, 
uma luz parece vir de dentro delas... 
Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente, 
     [vieste alimentando na terrível solidão do mundo, 
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los

                                                                  [contra o vento? 
Ah, Como os fizeste arder, fulgir, com o milagre

                                                                  [das tuas mãos! 
E é, ainda, a vida que transfigura das tuas mãos nodosas... 
essa chama de vida — que transcende a própria vida
... e que os Anjos, um dia, chamarão de alma. 

Extraído do livro 80 anos de poesia/ Mário Quintana - São Paulo: Globo, 2008, p. 173.

 

Eu sei, mas não devia

Marina Colasanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não

as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E,

porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não

abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma,

esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café

correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo

da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite.

A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os

mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas

negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra,

dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone:

hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado

quando precisava tanto ser visto. 

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar

o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar

mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho,

para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar

a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido,

desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz

artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água

potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir

passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no

pé, a não ter sequer  uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não

perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está

cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a

gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola

pensando  no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir

cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para

evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se

acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se

perde de si mesma.

Texto extraído do livro Eu sei, mas não devia -  Rio de Janeiro: Rocco, 1996, p. 9.

 

"(...). A sorte é uma coisa que vem de muitas formas, e quem é que pode reconhecê-la? Por mim

aceitaria um bocado de sorte fosse qual fosse a forma como viesse e pagaria o que me pedissem

por ela. (...)" 

Ernest Hemingway/ O velho e o mar.

Trecho extraído da 61ª edição, publicada em 2008 pela editota Bertrand Brasil; tradução de

Fernando de Castro Ferro, p.116.

 

 

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